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  1. (Source: otherwaytohappiness, via palavrasdalma)

  2. (Source: hollieandersonblogattempt1, via desventurad-a)

  3. A Menina da Mochila Listrada


    CAPITULO 6


    Chaves do Camaro

    Acordei, era uma plena manhã de sábado, já havia se passado quatro dias após o primeiro dia de aula e como eu mesmo já presumia ainda não havia conseguido falar com a garota, ela sempre estava isolada das outras pessoas, uma imagem que me refletia, pois eu era praticamente da mesma forma, nunca me adaptei à sociedade, não só por opção, mas por falta de pessoas que me entendessem.

    Sofia não havia aparecido na escola esses quatro dias, talvez até tivesse ido, mas eu não a encontrei, nem na escola e nem mesmo no ponto onde nos conhecemos, mas como eu tinha o telefone dela, e ainda não tinha ligado, e como todos os meus sábados são sempre tão monótonos, seria uma boa idéia ligar para ela.

    Com dificuldade e aos poucos eu consegui me levantar, acreditava serem aproximadamente umas oito da manhã. Eu fui me espreguiçando enquanto caminhava vagarosamente para o banheiro, onde parei frente ao espelho e reparei nas olheiras que mostravam como eu não estava conseguindo dormir bem essa semana, devia ser pelo fato da nova casa, o que deve melhorar com o tempo. Escovei os dentes, e lavei o rosto. Antes de descer as escadas a caminho da cozinha, eu passei pelo meu quarto para pegar o bilhete com o numero da Sofia.

    Se não fosse pelo leve som que eu estava ouvindo de algum aparelho que estava ligado no andar debaixo, a casa estaria em silencio total. Conforme fui descendo as escadas o som, que antes estava abafado pelas paredes, foi ficando mais fácil de ser reconhecido, ele vinha da cozinha, e como quase sempre minha mãe estava cozinhando e o som era do forno eletrico, ele devia ter sido comprado de um museu ou algo do gênero, acreditava ser o objeto mais antigo da minha mãe, nunca vi um forno fazer tanto barulho quanto aquele, além de seu tamanho nada convencional.

    – Bom dia mamãe – eu disse a ela, que não tinha me visto ainda.

    – Bom dia Charlie, o que aconteceu com você hoje? – perguntou ela sorrindo – Você nunca acorda tão cedo aos sábado – ela completou enquanto tirava alguns biscoitos do forno, o cheiro estava irresistível, se tinha algo em que minha mãe era boa, era cozinhar.

    – Acho que vou ir à mercearia do pai do Steave, já faz quatro dias que ele pediu para eu passar por lá, mas eu acabei me esquecendo.

    – Pensei que meu forno tivesse te acordado - disse ela rindo, outra coisa que minha mãe tinha era senso de humor – Vai sim, é bom que você saia um pouco, e o Steave vai gostar de sua visita.

    – É! Dessa vez não foi o forno que me acordou, mas que já tive pesadelos com ele, isso sim – eu disse a ela.

    – Não exagere! Pelo menos ele funciona muito bem – ela disse olhando para o forno elétrico – Leve esses biscoitos, eu garanto que vocês vão gostar – disse ela me entregando um pacote com os biscoitos que ela havia feito.

    – Vou trocar de roupa e já vou pra lá…

    Enquanto eu saia da cozinha, mamãe estava olhando confusa para o forno e também estava dando alguns tabefes em sua lateral, como se ele não estivesse funcionando como deveria.

    – Estou vendo que ele funciona muito bem – eu disse a ela rindo.

    […]

    Conheça São Francisco foi o que ocupou meu tempo livre após a escola, mas não serviu apenas para ocupar o tempo, ele me ajudou muito, pois eu não fazia idéia de onde ficava nada naquela cidade, a não ser o caminho até à biblioteca e à mercearia Sanfer. Apesar de o livro ser bem antigo, as ruas e alguns lugares continuam os mesmos, o que facilitou um pouco eu andar pela cidade.

    Eu peguei minha mochila que estava em cima da escrivaninha, coloquei o livro dentro, e peguei também minha bolsa de CDs que encontrei em meio as minhas coisas que estavam ainda encaixotadas, fazia um tempo que eu não via aquela coleção de discos, eu amava ouvi-los em meu primeiro toca-discos, que naquela espoca era o que tinha de mais novo na tecnologia, pensei que Steave fosse gostar de relembra esse tempo.

    […]

    Ao passar pela porta da mercearia, e como da ultima vez, ouvi os sinos tocarem, eu avistei o Sr. Sanfer, que estava atendendo um cliente em meio às prateleiras.

    – Bom dia Sr. Sanfer! O Steave está?

    – Bom dia Charlie, pode entrar, ele deve estar ali dentro – ele disse enquanto apontava a porta atrás do balcão.

    – Obrigado – eu agradeci indo em direção ao balcão.

    Ao passar pela porta que ele havia me dito, eu entrei numa cozinha, onde não havia mais portas, apenas uma escada, que pensei dar no quarto do Steave.

    – Steave? – perguntei por ele enquanto subia os degraus com cuidado.

    Chamei por ele mais algumas vezes, eu estava em um corredor com algumas portas, ao passar na frente da primeira eu o vi deitado em sua cama. Eu entrei no quarto com cuidado, ele ainda estava dormindo. Olhando nas paredes percebi que o gosto dele por Rock continuava o mesmo, estavam cheia de pôsteres e fotos de bandas, as mesmas que eu também era muito fã.

    – Steave! – eu chamei num tom mais elevado, tirando a coberta de cima dele.

    – Cara… O que você esta fazendo aqui… Tão cedo? – ele perguntou enquanto puxava sua coberta de volta.

    – Estou descontando todas as manhas de sábado que você ia me acordar – disse a ele pegando a coberta novamente – Ta lembrado?

    – Pegar meu cobertor é covardia – disse ele rindo.

    – Ta a fim de sair hoje? – perguntei a ele.

    – Cara, onde você ta pensando em ir numa plena manha de sábado, nem sua biblioteca deve estar aberta – disse ele em meio a bocejos.

    – Não estou dizendo para sairmos agora, mas essa noite, eu tenho um telefone aqui de uma amiga minha, podemos ligar pra ela e combinarmos de sair.

    – E porque veio me acordar tão cedo então? – ele perguntou reclamando.

    – Porque eu pretendo passar o dia aqui, eu trouxe uma coleção nostálgica para te mostrar – respondi a ele abrindo a bolsa e tirando a coleção de discos de dentro – e ainda trouxe biscoitos diretos da mamãe Winchester.

    – Aqueles que ela sempre fazia? – disse ele pegando o pacote de minhas mãos.

    – Sim, são eles mesmos.

    Após comer todos os biscoitos, ouvir quase todos os discos durante horas, e conversar sobre garotas e família ele levantou da cama e abriu o a primeira gaveta da escrivaninha que ficava ao lado de sua cama.

    – Olha isso – disse ele balançando uma chave que havia tirado da gaveta.

    – Fala sério! Isso é a chave de um carro? – perguntei impressionado.

    – É sim, as chaves de um Camaro, usado, mas é um Camaro, comprei com uma grana suada – ele respondeu – esta a fim de dar uma volta por São Francisco, e até quem sabe visitar aquela sua amiga de quem você tinha dito?

    – Só se for agora – eu respondi me levantando e saindo do quarto.


    (leia a historia completa no meu perfil fanfic Aqui)

  4. (Source: got-rhythm, via comaheart)

  5. (Source: got-rhythm, via comaheart)

  6. (Source: suggarkiss, via h3y-fuck-you)

  7. (Source: suggarkiss, via h3y-fuck-you)

  8. (Source: jennyyfurr, via naturezahumana)

  9. (Source: jennyyfurr, via naturezahumana)

  10. (Source: overcoke, via eternasinconstancias)

  11. (Source: overcoke, via eternasinconstancias)

  12. (via prisioneiro-da-morte)

  13. (Source: i-wannadobadthings)

  14. (Source: rabiscosemfotos, via perfeito-idiota)

  15. (Source: quase-heroina, via guerradossentimentos)

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